A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva da estudante de Direito Lília Grazielly Correia da Silva, de 20 anos, investigada por participação em um esquema de golpes em Tangará da Serra. O acórdão foi publicado nesta terça-feira (12).
Lília, que atuava como estagiária no Fórum do município antes de ser desligada do cargo, foi presa junto com o namorado, Mauro Henrique Santos Vilela, de 21 anos. Segundo a Polícia Civil, o casal se passava por representantes bancários para convencer vítimas a transferirem dinheiro.
Conforme a investigação, a estudante fazia o primeiro contato com as vítimas e depois repassava a conversa ao companheiro, que assumia a negociação. A dupla utilizava celulares com diferentes chips, perfis falsos e até recursos de alteração de voz para dificultar a identificação.
A defesa pediu a soltura da jovem alegando ausência de provas e irregularidades na apuração, mas os desembargadores entenderam que não houve fatos novos capazes de revogar a prisão. O relator, desembargador Eduardo Calmon de Almeida Cezar, destacou que a denúncia detalha a divisão de funções entre os investigados e apontou risco de continuidade das fraudes caso eles fossem colocados em liberdade.
Na decisão, o TJ também afirmou que questionamentos sobre possíveis falhas nas provas digitais ainda dependem de perícia técnica. Por unanimidade, os magistrados mantiveram a prisão preventiva da estudante.





















