A morte do servidor público Valdevino Almeida Fidelis, de 58 anos, durante uma ação da Polícia Militar no bairro Goiabeiras, em Cuiabá, ganhou novos desdobramentos após a enteada da vítima contestar a versão apresentada pelos policiais. Em publicação nas redes sociais, a jovem afirmou que o ex-padrasto não manteve uma arma apontada para a cabeça dela, como consta no relato oficial da ocorrência.
De acordo com a Polícia Militar, equipes foram acionadas por moradores que denunciaram uma suposta situação de cárcere privado dentro da residência. Os policiais afirmaram que, ao chegarem ao local, ouviram movimentações suspeitas e visualizaram, pela janela, Valdevino armado ao lado da enteada. Ainda segundo a corporação, ele teria ignorado ordens para se render e apontado a arma na direção dos militares, momento em que foi baleado.
A versão, no entanto, é rebatida pela família. Segundo a enteada, apesar do clima de tensão dentro da casa, o servidor não teria colocado a arma contra sua cabeça nem ameaçado outras pessoas daquela forma. Ela relatou que já estava sendo liberada quando Valdevino abriu a porta da residência e se deparou com os policiais.
A jovem confirmou que viveu momentos de medo e disse que chegou a pedir, por meio de uma amiga, para que a polícia não fosse chamada, temendo que a situação terminasse em tragédia. Após a morte do servidor, ela publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais lamentando o ocorrido.
Valdevino trabalhava na Escola Estadual Liceu Cuiabano, onde era conhecido pelo apelido de “Pai” devido à forma carinhosa como tratava os estudantes. Em nota, a unidade escolar lamentou a morte do servidor e suspendeu as aulas no dia seguinte ao caso.


















