A Polícia Federal (PF) suspeita que o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves tenha falsificado documentos do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com o objetivo de extorquir o empresário Nelson Vigolo, oferecendo serviços jurídicos de sua esposa, a advogada Miriam Ribeiro Gonçalves. As investigações apontam que o lobista criou documentos que simulavam decisões do ministro Og Fernandes, relacionadas à Operação Faroeste, para pressionar o empresário a fechar um contrato de R$ 3 milhões.
Segundo a PF, durante busca e apreensão no notebook de Andreson foram encontrados modelos de documentos com a marca d’água do STJ, utilizados para conferir aparência de legitimidade a arquivos falsos. Entre eles, havia um suposto pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a prisão de Vigolo, bem como uma decisão do ministro Og Fernandes. A investigação confirmou que esses documentos não são oficiais: a PGR nunca pediu a prisão do empresário e a decisão verdadeira determinou apenas buscas e apreensões.
O empresário confirmou ter sido procurado pelo lobista, mas afirmou que não fechou nenhum contrato. Até o momento, a defesa de Andreson e o gabinete do ministro Og Fernandes não se manifestaram sobre o caso.
O relatório da PF aponta que a falsificação tinha como objetivo induzir Vigolo a contratar os serviços jurídicos da esposa do lobista, criando a falsa impressão de que ele corria risco iminente de prisão.
A investigação continua para apurar a extensão da atuação do lobista e eventuais vínculos com vazamentos de informações sigilosas, incluindo supostas minutas de decisões do STJ.






















