O deputado estadual Júlio Campos (União) classificou como preocupante a sequência de denúncias envolvendo órgãos públicos em Mato Grosso e afirmou que o Estado vive uma das semanas mais delicadas dos últimos tempos em relação a suspeitas de irregularidades na administração pública.
Ao comentar os recentes desdobramentos das investigações na Saúde e as denúncias apresentadas pela Prefeitura de Cuiabá na área da Educação, o parlamentar disse que os casos reforçam a necessidade de fiscalização mais intensa por parte dos órgãos de controle e da Assembleia Legislativa.
“Estamos tendo uma semana muito triste. Corrupção na saúde que já era de conhecimento público, corrupção na área da educação. O próprio prefeito Abilio Brunini surpreendeu a todos com essa denúncia de que, em sete, oito meses de gestão do secretário municipal, houve compras superfaturadas, desnecessárias e em torno de R$ 80 milhões”, afirmou.
A declaração faz referência às suspeitas levantadas pela gestão municipal sobre contratos para aquisição de materiais didáticos firmados durante a administração do ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge. O caso já passou a ser investigado pelo Ministério Público de Mato Grosso.
Para Júlio Campos, as denúncias registradas em Cuiabá também devem servir de alerta para uma análise mais aprofundada sobre contratos e procedimentos adotados na Secretaria de Estado de Educação ao longo dos últimos anos.
“Já imaginou o que ocorreu nos sete anos do ex-secretário Alan Porto, quando essa mesma equipe que estava na Seduc de Cuiabá? Tem que ser também investigado urgentemente”, declarou.
Diante do cenário, o deputado revelou que parlamentares começaram a discutir a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis irregularidades na Educação estadual durante a gestão de Alan Porto, que comandou a Seduc no governo Mauro Mendes.
“Haverá coleta de assinatura para uma nova CPI sobre a Secretaria de Educação do Estado. Alguns colegas já se manifestaram nesse sentido para ver se consegue investigar se ocorreram atos errados na educação de Mato Grosso na gestão do ex-secretário Alan Porto, no governo Mauro Mendes”, disse.
A proposta ainda está em fase de articulação entre os deputados e dependerá da obtenção do número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento interno da Assembleia Legislativa para que possa ser protocolada.

















