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Júlio Campos cobra investigação ampla após ataque hacker à Secretaria de Saúde

Deputado afirma que informações sobre o caso já haviam chegado à CPI da Saúde e classifica episódio como grave
Foto: Renato Ferreira

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O deputado estadual Júlio Campos (União) defendeu uma investigação aprofundada sobre o ataque cibernético identificado na infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT). O caso ganhou repercussão após a pasta confirmar que foi alvo de uma invasão hacker em março deste ano, episódio que também passou a integrar o radar da CPI da Saúde da Assembleia Legislativa.

Segundo Júlio, informações relacionadas ao incidente já haviam chegado de forma reservada aos integrantes da comissão parlamentar antes de se tornarem públicas. O parlamentar afirmou que solicitou ao presidente da CPI, deputado Wilson Santos (PSD), que os fatos fossem incluídos entre os temas investigados pelo colegiado.

“Lamentável que só agora estejam vindo à tona informações que nós já tínhamos conhecimento sigilosamente e que encaminhamos, por meio do deputado Wilson Santos, para que fossem incluídas na investigação da CPI. Realmente é muito preocupante e de alta gravidade o que ocorreu na Secretaria de Saúde nos últimos dias da gestão do ex-secretário Gilberto Figueiredo, no governo Mauro Mendes. Não é no atual governo do Otaviano Pivetta. É bom que se diga”, declarou.

Ao comentar o episódio, o deputado citou relatos sobre o desaparecimento de dados e documentos da área da saúde e defendeu o aprofundamento das apurações.

“Esse escândalo de sumiço de milhares de documentos e dados da saúde e das pessoas que estavam lá sumiram através de um hacker. E o pior de tudo, depois desse sumiço, o chefe da informática se suicidou”, afirmou.

Júlio Campos ressaltou que as circunstâncias envolvendo o caso precisam ser esclarecidas pelos órgãos competentes e também pela CPI instalada na Assembleia Legislativa.

“É uma situação muito difícil, que tem que ser profundamente investigada pelas autoridades competentes, não só pela polícia, mas pelo Judiciário, pelo Ministério Público e também pela CPI da Saúde”, disse.

A CPI da Saúde foi criada para investigar contratos, aquisições e possíveis irregularidades ocorridas na Secretaria de Estado de Saúde durante o período da pandemia de covid-19. Nos últimos dias, os parlamentares ampliaram o foco das discussões após a confirmação do incidente cibernético.

Em nota, a SES-MT informou que o ataque não comprometeu a base principal de dados da instituição nem causou prejuízos à continuidade dos serviços prestados à população. Segundo a secretaria, os arquivos afetados representam menos de um terabyte do volume total de informações armazenadas e foram recuperados por meio dos mecanismos de contingência, redundância e recuperação existentes na infraestrutura tecnológica da pasta.

A secretaria também informou que registrou boletim de ocorrência junto à Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos assim que o incidente foi identificado, em março de 2026, e que segue colaborando com as investigações para apurar as circunstâncias do caso.

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