O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), comentou sobre o ataque cibernético que atingiu os sistemas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e defendeu uma apuração detalhada sobre o episódio. Para o parlamentar, o caso vai além da área da saúde e levanta questionamentos sobre a segurança das informações armazenadas pelo Estado.
Na avaliação do presidente, uma das principais preocupações é saber se o governo possui mecanismos adequados para preservar informações sensíveis em situações de emergência. O deputado ressaltou que sistemas de backup são ferramentas essenciais para evitar perdas de dados em casos de ataques virtuais.
“Espero que tenha esse backup. Se não tiver, aí é incompetência por parte do Estado”, disse.
Ao comentar a invasão, Max alertou para os impactos que uma situação semelhante poderia provocar em outras áreas estratégicas da administração pública.
“Se consegue invadir a Secretaria de Saúde e apagar tudo, imagine se entrar na Secretaria de Fazenda ou na Secretaria de Segurança. Olha o caos que nós vamos ter”, afirmou.
O presidente da ALMT também chamou atenção para o intervalo entre a ocorrência do ataque, registrada em março, e sua divulgação pública. Apesar disso, ponderou que o Executivo não tinha obrigação formal de comunicar imediatamente o Legislativo sobre o incidente.
“É uma falha do Estado, e o Estado, quando falha, não tem obrigação de comunicar a Assembleia. Acho que eles não comunicaram isso até porque foi uma falha muito grave por parte do Estado”, declarou.
Durante a entrevista, o parlamentar também comentou as declarações do deputado Wilson Santos (PSD), que defende a inclusão do episódio nas investigações conduzidas pela CPI da Saúde. Embora considere prematuro associar diretamente o ataque aos trabalhos da comissão, Russi reconheceu que a situação pode criar obstáculos para o andamento das apurações.
“A CPI eu tenho certeza que não vai ser isso que vai impedir. Pode dificultar, pode atrasar, pode tentar criar uma cortina de fumaça para dificultar o trabalho da CPI, mas tenho certeza que vamos buscar essas informações”, afirmou.
Por fim, o parlamentar disse acreditar que os dados da Secretaria de Saúde estejam protegidos por cópias de segurança armazenadas em ambientes alternativos, prática comum em órgãos públicos e instituições de grande porte.
“Qualquer empresa do tamanho do Estado, da Assembleia, do Tribunal de Justiça ou do Ministério Público geralmente mantém suas informações armazenadas em dois ou até três locais diferentes. Eu acredito que o Estado deva ter todas essas informações armazenadas e depositadas em outros locais”, concluiu.
O caso ganhou repercussão após a confirmação de um ataque à infraestrutura tecnológica da SES-MT ocorrido em março deste ano. Desde então, parlamentares têm acompanhado os desdobramentos e cobrado informações sobre eventuais impactos à base de dados da pasta e às investigações relacionadas à área da saúde.

















