Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Margareth critica perdão judicial a mãe de Henry Borel: “Não merecia”

Senadora comenta resultado do julgamento e afirma que Monique Medeiros falhou em proteger o filho das agressões sofridas antes da morte
REPRODUÇÃO

publicidade

A senadora Margareth Buzetti (PP) criticou a decisão da Justiça que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, durante o julgamento que condenou o ex-vereador Dr. Jairinho pela morte da criança. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (4), a parlamentar afirmou que a mãe do garoto também deveria ser responsabilizada pelos fatos.

Ao comentar o desfecho do julgamento, Margareth manifestou solidariedade ao pai de Henry e disse discordar da absolvição judicial concedida à mãe do menino.

“Me solidarizo com esse pai, com essa família e o mesmo julgamento concedeu perdão judicial à mãe do Henri, Monique Medeiros. Essa mãe, no meu entendimento, não merecia perdão judicial. Ela viu seu filho ser agredido dia após dia e nada fez. Uma mãe protege seu filho com a própria vida e ela não protegeu. Então, ela deveria sim ser condenada e cumprir a pena até o último dia para tirar, talvez, um pouco da sua culpa e da sua omissão de não ter protegido seu próprio filho”, disse.

A manifestação da senadora ocorre após o Tribunal do Júri condenar Dr. Jairinho a mais de 43 anos de prisão pela morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021. Já Monique Medeiros teve a acusação de homicídio por omissão desclassificada para homicídio culposo, quando não há intenção de matar, recebendo o perdão judicial concedido pela magistrada responsável pelo caso.

A decisão, entretanto, ainda deve ser alvo de contestação. A assistência de acusação informou que pretende pedir a anulação parcial do julgamento, alegando que houve erro na formulação dos quesitos apresentados aos jurados, o que teria influenciado diretamente o resultado relacionado à responsabilidade de Monique.

Henry Borel tinha quatro anos quando morreu, após dar entrada sem vida em um hospital da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Laudos periciais apontaram que a criança sofreu hemorragia interna e lesões graves provocadas por ação contundente, descartando a hipótese inicialmente apresentada de acidente doméstico. Desde então, o caso se tornou um dos mais emblemáticos do país envolvendo violência contra crianças.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade