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Julio Campos condiciona apoio a Pivetta e defende candidatura de Jayme ao Governo

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O deputado estadual Julio Campos (União Brasil) afirmou nesta quarta-feira (3) que seu apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Palácio Paiaguás dependerá da definição interna do União Brasil. Segundo ele, a prioridade do grupo é lançar o senador Jayme Campos (União) como candidato ao Governo de Mato Grosso em 2026.

Durante entrevista, o parlamentar também elevou o tom ao comentar a possível influência do ex-governador Mauro Mendes (União) nas decisões partidárias. Julio afirmou que não aceitará qualquer movimento que inviabilize a candidatura de Jayme e chegou a defender que Mauro dispute o Senado por outra legenda caso não respeite a escolha interna da sigla.

“O partido precisa ter candidatura própria. Se houver tentativa de impedir esse projeto, a decisão será tomada na convenção, que é a instância legítima para definir os rumos do União Brasil”, declarou.

Julio ressaltou que o nome de Jayme Campos continua sendo a principal aposta de seu grupo político e que uma eventual aliança com Pivetta só será discutida caso o senador não seja escolhido pelos convencionais.

O deputado defendeu que a disputa eleitoral ocorra de forma democrática, com diferentes candidaturas apresentando seus projetos à população. Segundo ele, caberá ao eleitor definir quem avançará no processo eleitoral.

“Se houver disputa interna, que ela aconteça dentro das regras e seja resolvida pelo partido. Depois disso, todos devem respeitar a decisão da maioria”, afirmou.

Apesar das divergências, Julio disse que busca evitar um racha no União Brasil. No entanto, sustentou que a corrente política ligada a Jayme Campos possui força suficiente para influenciar o resultado da convenção partidária.

Ele também afirmou que Mauro Mendes tem liberdade para apoiar o projeto político de Otaviano Pivetta, mas reforçou que a candidatura de Jayme ao Governo deve ser respeitada dentro da legenda.

As declarações evidenciam a disputa antecipada pelos espaços de poder dentro do União Brasil e sinalizam que a definição das candidaturas para as eleições de 2026 poderá passar por um embate interno entre as principais lideranças da sigla em Mato Grosso.

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