A ministra convocada do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nilsoni de Freitas Custódio, decidiu manter as medidas cautelares impostas ao advogado Liomar Santos de Almeida, investigado por suposto envolvimento em um esquema de venda de influência no Judiciário de Mato Grosso.
Na decisão publicada nesta quarta-feira (20), a magistrada rejeitou o pedido da defesa que buscava retirar a tornozeleira eletrônica e suspender as quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático autorizadas durante a Operação Smoke.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o grupo abordava familiares de presos prometendo decisões judiciais favoráveis mediante pagamento de dinheiro, alegando possuir influência junto a magistrados e assessores do Judiciário.
A defesa sustentou que as ordens judiciais seriam genéricas e sem fundamentação individualizada, além de afirmar que não havia contemporaneidade suficiente para justificar as medidas cautelares. Os argumentos, porém, foram rejeitados pelo STJ.
Ao manter as restrições, a ministra apontou que existem elementos concretos indicando possível reiteração criminosa, incluindo relatos de cobranças elevadas e tratativas sigilosas envolvendo supostas facilidades em decisões judiciais.
Deflagrada pela Delegacia de Estelionato de Cuiabá, a operação cumpriu mandados contra advogados e um bacharel em Direito suspeitos de explorar prestígio e prometer influência inexistente dentro do Poder Judiciário.




















