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Justiça mantém ação contra ex-diretores da Unimed por suposto rombo de R$ 400 milhões

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O juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal Criminal de Mato Grosso, negou os pedidos de absolvição apresentados por ex-integrantes da diretoria da Unimed Cuiabá em ação penal que investiga um suposto rombo superior a R$ 400 milhões na cooperativa médica.

A investigação faz parte da Operação Bilanz, que apura supostas manipulações de dados contábeis enviados à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Segundo perícia da Polícia Federal, um prejuízo milionário teria sido transformado artificialmente em superávit no balanço financeiro de 2022.

Entre os denunciados estão o ex-presidente Rubens Carlos de Oliveira Júnior, a ex-chefe jurídica Jaqueline Proença Larrea Mees, o ex-CEO Eroaldo de Oliveira e a ex-superintendente Ana Paula Parizotto. Eles respondem por crimes como estelionato e lavagem de dinheiro.

As defesas alegaram ausência de dolo, falta de participação direta nas informações contábeis e até coação moral em algumas assinaturas de documentos. Também pediram absolvição sumária e contestaram pontos da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal.

Na decisão, o magistrado entendeu que os argumentos apresentados se confundem com o mérito da ação e dependem de análise aprofundada durante a instrução criminal. Por isso, rejeitou as preliminares e manteve o andamento do processo contra os acusados.

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