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Justiça torna réu homem acusado de matar esposa e enterrá-la em quintal

O acusado responderá pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime

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A Justiça de Mato Grosso aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual e transformou em réu Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, acusado de assassinar a companheira, Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, em Cuiabá. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (29).

O acusado responderá pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. O caso ganhou repercussão após o próprio investigado procurar uma delegacia para registrar o desaparecimento da vítima, ocasião em que acabou confessando o assassinato.

As investigações apontam que Nilza foi morta dentro da residência do casal. Conforme o laudo pericial, a vítima foi surpreendida enquanto dormia e morreu em decorrência de asfixia mecânica.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, após o crime, Jackson transportou o corpo para outro imóvel pertencente à vítima. No local, ele utilizou uma área previamente escavada para esconder o cadáver. A acusação sustenta que o suspeito contratou uma retroescavadeira sob a justificativa de realizar obras no terreno, utilizando posteriormente o maquinário para cobrir e nivelar a área onde o corpo foi enterrado.

Ainda segundo o Ministério Público, o investigado tentou dificultar a apuração dos fatos ao remover equipamentos responsáveis pelo armazenamento de imagens de segurança e criar uma versão falsa de desaparecimento da vítima.

O promotor de Justiça responsável pelo caso requereu o prosseguimento da ação penal até julgamento pelo Tribunal do Júri, além da fixação de indenização mínima aos familiares pelos danos causados.

O corpo de Nilza foi localizado enterrado em uma cova com aproximadamente dois metros de profundidade nos fundos de uma residência da qual ela era proprietária. Conforme apurado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o imóvel não era utilizado como moradia pelo casal.

Durante as investigações, testemunhas confirmaram que o suspeito contratou o serviço de retroescavadeira em duas ocasiões distintas, fato considerado pelas autoridades como um forte indicativo de planejamento do crime.

A Polícia Civil concluiu que o homicídio foi premeditado e reuniu elementos que embasaram a denúncia apresentada pelo Ministério Público.

O caso seguirá tramitando na Justiça e poderá ser submetido ao julgamento do Tribunal do Júri.

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