O secretário de Economia de Cuiabá, Marcelo Bussiki, contestou as acusações de que a Prefeitura teria realizado manobras fiscais para esconder dívidas da Educação e afirmou que todas as obrigações financeiras da pasta foram devidamente registradas nos sistemas oficiais. A manifestação ocorre após o prefeito Abilio Brunini (PL) estimar em cerca de R$ 80 milhões o volume de pendências relacionadas à área educacional.
Segundo Bussiki, os valores questionados se referem a “restos a pagar”, mecanismo previsto na legislação para despesas empenhadas em um exercício financeiro e quitadas posteriormente. O secretário destacou que as informações foram apresentadas à Comissão de Educação da Câmara Municipal e encaminhadas aos órgãos de controle, afastando qualquer comparação com as chamadas pedaladas fiscais.
“A Prefeitura esclarece que os valores citados pelo ex-secretário referem-se a restos a pagar, instrumento legal previsto na administração pública e regulamentado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os restos a pagar correspondem a despesas que foram empenhadas e registradas dentro do exercício financeiro, mas cujo pagamento pode ocorrer no ano seguinte”, informou a gestão municipal em nota.
A discussão envolve despesas relacionadas à aquisição de livros realizada durante a gestão do ex-secretário de Educação Amauri Monge, alvo de questionamentos da atual administração. Bussiki ressaltou que o município já efetuou pagamentos significativos dessas obrigações ao longo de 2026 e defendeu a regularidade dos procedimentos adotados.
“Todas as despesas da Educação foram devidamente registradas nos sistemas contábeis do município e constam dos demonstrativos oficiais encaminhados aos órgãos de controle”, reiterou o secretário.
Ele também destacou que a Prefeitura aplicou 26,1% da receita na Educação no último exercício, percentual superior ao mínimo constitucional de 25%.

















