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Flávio Bolsonaro diz que participará de audiência nos EUA para contestar tarifas sobre produtos brasileiros

Lula Marques/ Agência Brasil

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O senador Flávio Bolsonaro afirmou que participará de uma audiência pública nos Estados Unidos para defender os interesses do Brasil em relação às tarifas impostas a produtos brasileiros. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar criticou o governo federal por, segundo ele, não apresentar manifestação durante o período de consulta pública promovido pelas autoridades norte-americanas.

Na gravação, Flávio Bolsonaro afirma que o prazo para envio de contestações à audiência pública se encerrou sem que o governo brasileiro apresentasse posicionamento. Segundo o senador, a ausência de manifestação demonstra omissão da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante das medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.

“O governo ficou de braços cruzados”, declarou o parlamentar, ao acusar o Executivo de utilizar o impasse comercial para reforçar um discurso político em defesa da soberania nacional durante o período eleitoral.

Ainda no vídeo, Flávio Bolsonaro anunciou que se inscreveu para participar da audiência pública nos Estados Unidos e afirmou que pretende representar os interesses brasileiros nas discussões sobre o chamado “tarifaço” aplicado aos produtos nacionais.

O senador também citou a atuação de seu grupo político em temas ligados à segurança pública, afirmando que já havia atuado para defender a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo ele, agora buscará atuar contra as tarifas impostas aos produtos brasileiros.

Na parte final da publicação, Flávio Bolsonaro voltou a fazer críticas ao presidente Lula e afirmou que, caso seu grupo retorne ao comando do país após as eleições de 2026, pretende priorizar medidas voltadas à economia e às relações comerciais internacionais. O vídeo foi divulgado em meio ao debate sobre as medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos e ao aumento das críticas da oposição à condução da política externa do governo federal.

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