O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), reagiu com dureza às críticas feitas pelo senador Wellington Fagundes (PL) sobre a política salarial adotada pelo Estado em relação aos servidores públicos. Durante agenda no fim de semana, Mauro classificou como uma “estupidez gigante” a afirmação de que o governo teria “roubado os servidores” ao não pagar o passivo referente aos 11% da Revisão Geral Anual (RGA).
Segundo Mauro, o senador demonstra desconhecimento sobre a administração pública por ter construído toda a sua trajetória política no Poder Legislativo, sem experiência na gestão do Executivo.
“Olha, o senador Wellington tem demonstrado, e eu já falei isso, uma incapacidade gigante de compreender coisas no campo administrativo. Talvez a mente dele tenha ficado muito focada no Legislativo. São mais de 30 anos como político no Legislativo. Ele não tem nenhuma experiência no Executivo. Está demonstrando isso a cada dia”, afirmou.
Na sequência, o ex-governador ampliou as críticas e relembrou outras declarações recentes de Wellington para sustentar o ataque político.
“É o senador que diz que vai parar obras. É o cara que fala que o PCC e o Comando Vermelho não podem ser processados. Ele defende a retórica da esquerda. Teve uma recaidinha dos anos e anos que esteve ao lado da esquerda e agora fica se fingindo ser de direita”, disparou.
Mauro também rebateu as cobranças relacionadas ao pagamento da RGA, argumentando que todas as medidas adotadas pelo governo seguiram a legislação vigente e foram mantidas pelo Judiciário.
“O que ele está falando é uma estupidez gigante. Existe uma lei. O que o Estado fez está baseado em lei. Por que ninguém ganhou na Justiça contra o Estado? As coisas acontecem de acordo com a lei. Não é de acordo com a vontade do Mauro Mendes, do senador A, do cidadão A, B ou C. O que rege o nosso comportamento e baliza as nossas decisões é a lei”, disse.
O ex-governador afirmou ainda que não faz promessas sem respaldo jurídico e acusou adversários de utilizar o tema para alimentar expectativas entre os servidores públicos.
“Fora disso, é conversa fiada. É mentir para as pessoas. E eu não faço isso. Lamento que existam pessoas fazendo esse tipo de discurso, demonstrando muito desconhecimento. O que o Governo de Mato Grosso fez foi baseado em legislação. Por isso ninguém ganhou na Justiça de nós”, concluiu.
As declarações elevam o tom do embate entre os dois pré-candidatos ao Governo de Mato Grosso e indicam que a disputa eleitoral de 2026 deve intensificar os confrontos em torno do legado da atual gestão e da relação com o funcionalismo público.


















