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Julgamento de maníaco que estuprou e matou mãe e três filhas ocorre nesta quinta

O réu responde por quatro homicídios triplamente qualificados, três estupros e um estupro de vulnerável

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O pedreiro Gilberto Rodrigues dos Anjos, acusado de estuprar e assassinar uma mãe e suas três filhas em Sorriso, vai a júri popular nesta quinta-feira (7), a partir das 8h, no plenário da 1ª Vara Criminal do Fórum da Comarca de Sorriso (420 km de Cuiabá). O caso, que chocou o país em novembro de 2023, ficou conhecido como a Chacina de Sorriso.

O réu responde por quatro homicídios triplamente qualificados, três estupros e um estupro de vulnerável. Apesar da gravidade dos crimes, ele não estará presente no julgamento, participando apenas por videoconferência, direto da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, onde está preso.

Entre os dias 24 e 25 de novembro do ano passado, Gilberto invadiu a casa da família Cardoso, onde morava ao lado, e cometeu o massacre. Ele estuprou e matou Cleci Calvi Cardoso, de 46 anos; Miliani Calvi Cardoso, de 19; Manuela Calvi Cardoso, de 13; e Melissa Calvi Cardoso, de 10. Apenas a caçula não foi violentada sexualmente.

De acordo com o depoimento do próprio acusado, ele entrou na casa pela janela do banheiro e surpreendeu Cleci no corredor. A jogou no chão e a esfaqueou no pescoço. Em seguida, atacou Miliani e Manuela no quarto, também degolando as jovens. Já Melissa foi morta por asfixia.

Enquanto as vítimas agonizavam, o criminoso cometeu os estupros. O pai e marido das vítimas, Regivaldo Batista Cardoso, estava fora a trabalho e encontrou os corpos ao retornar.

O julgamento está sendo presidido pelo juiz Rafael Depra Panichella, que estabeleceu regras rígidas para o Tribunal do Júri. Apenas familiares das vítimas, autoridades e a imprensa previamente credenciada terão acesso ao plenário. O uso de celulares, câmeras ou gravadores está proibido.

Somente a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) poderá registrar imagens e áudios, que serão posteriormente repassados de forma controlada aos veículos.

A ausência de Gilberto no plenário causou revolta na família das vítimas. Regivaldo classificou o julgamento por videoconferência como um “circo”. “Julgamento sem o réu presente é um circo. Uma palhaçada essa nossa Justiça”, desabafou.

Já o advogado da família, Conrado Pavelski Neto, disse que a ausência do réu não compromete o andamento do julgamento, uma vez que há provas contundentes no processo. “A família queria que ele estivesse presente, mas infelizmente é um direito legal. Para o julgamento, isso é indiferente. Ele será condenado”, afirmou.

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