O pré-candidato ao Senado, Antônio Galvan, utilizou as redes sociais para responder às declarações do senador Carlos Fávaro (PSD) sobre a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A votação, realizada no último dia 29 de abril, resultou em um revés histórico para o governo federal.
A manifestação de Galvan ocorreu após Fávaro afirmar que os senadores teriam impedido a escolha defendida pelos evangélicos e pelo chamado “povo de Deus”. Para o pré-candidato, esse tipo de argumento desvia o foco do debate e tenta atribuir um caráter religioso a uma decisão de natureza institucional.
Em vídeo publicado nas redes, Galvan ironizou a justificativa apresentada e classificou a narrativa como “tamanha conversa fiada”. Segundo ele, a rejeição do nome indicado deve ser analisada dentro do contexto político e jurídico, sem recorrer a apelos religiosos.
Ao comentar o resultado da votação, Galvan elogiou a postura do Senado Federal e afirmou que a Casa agiu com responsabilidade diante da indicação. Para ele, a decisão demonstrou independência e compromisso com o processo democrático.
“Onde é que se viu rejeitar o nome de um servo de Deus? Graças a Deus que o Senado esteve lúcido desta vez… agora se fez justiça”, declarou Galvan, em tom crítico às justificativas apresentadas pelo governo e seus aliados.
A rejeição de Jorge Messias, por 42 votos contrários e 34 favoráveis, entrou para a história política nacional. Foi a primeira vez, desde 1894, durante o governo de Floriano Peixoto, que um indicado ao Supremo foi barrado pelo Senado.
Na avaliação de Galvan, o episódio também evidencia dificuldades de articulação política por parte do governo federal e reforça o papel do Senado como instância de equilíbrio e fiscalização nas decisões institucionais.


















