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Grupo de MT acusa calote de R$ 600 milhões no Piauí e entra em recuperação judicial

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O Grupo HPAR, de Cuiabá, conseguiu aprovar o plano de recuperação judicial em meio a uma guerra financeira envolvendo um suposto calote milionário no projeto Piauí Conectado. A empresa afirma ter investido cerca de R$ 650 milhões em infraestrutura digital no estado nordestino e acusa o Governo do Piauí e o Banco do Brasil de provocarem o colapso financeiro do grupo.

A recuperação judicial foi aprovada pela maioria dos credores durante assembleia realizada na 1ª Vara Cível de Cuiabá. O grupo atua nos setores de telecomunicações e tecnologia e reúne empresas como Globaltask, H.Tell Telecom e SPE Piauí Conectado.

No centro da crise está a PPP que implantou mais de 7,5 mil quilômetros de fibra óptica e interligou os 224 municípios piauienses. Segundo a empresa, o contrato começou a ruir após retenções de pagamentos, abertura de processos administrativos, intervenção estatal e posterior encerramento da concessão.

O grupo também acusa o Banco do Brasil de bloquear garantias financeiras ligadas ao projeto, o que teria agravado ainda mais a crise de caixa. Um recurso que pode liberar os valores está previsto para julgamento no próximo dia 20 no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

A disputa virou uma das maiores batalhas judiciais do setor de infraestrutura digital do país e é acompanhada de perto pelo mercado financeiro, diante dos impactos sobre contratos de parcerias público-privadas no Brasil.

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