O Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), em uma votação que terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis. O resultado representa um revés significativo para o governo federal, já que a Casa não recusava um indicado à Corte desde o século XIX.
A análise ocorreu após uma longa sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o nome havia sido aprovado anteriormente. Para a confirmação no plenário, eram necessários ao menos 41 votos favoráveis. A votação secreta, no entanto, gerou incertezas e frustrou as projeções do Palácio do Planalto.
Indicado ainda no ano passado, Messias enfrentou resistência no Senado desde o início, o que levou o governo a adiar o envio formal da indicação na tentativa de consolidar apoio político. Apesar das articulações, o nome não conseguiu reunir votos suficientes para aprovação.
Com a decisão, o presidente da República precisará apresentar um novo indicado para ocupar a vaga no STF. Messias foi o terceiro nome encaminhado ao Senado no atual mandato, após aprovações anteriores sem maiores dificuldades.
A rejeição também ganha relevância histórica: em mais de 130 anos, o Senado havia barrado apenas cinco indicações ao Supremo, todas ainda no período inicial da República.



















