A juíza Helícia Vitti Lourenço, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, decidiu manter a prisão preventiva de quatro investigados na Operação Passagem Oculta, conduzida pela GCCO. O grupo é apontado como responsável por uma tentativa de roubo a uma cooperativa de crédito registrada em 2025, na Capital.
Foram presos Ivonei Faria Gomes, Luciano Gomes e Anderson Souza Modesto, em Cuiabá, além de Gislaine Santiago Silva, localizada em Rondonópolis. Ao todo, a Justiça expediu quatro mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão e autorizações para quebra de sigilo de dados.
As medidas foram determinadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá e cumpridas também em Várzea Grande. Conforme as investigações, os suspeitos integravam uma organização criminosa que planejou o ataque a uma agência do Sicredi localizada na Avenida das Torres.
Na madrugada do crime, o grupo invadiu uma casa no bairro Recanto dos Pássaros, vizinha à agência. Três moradores foram rendidos e mantidos em cárcere privado por cerca de quatro horas, sob ameaça com arma de fogo.
O plano consistia em abrir um acesso pela parede do imóvel até a instituição financeira, com o objetivo de furtar valores que poderiam chegar a R$ 1 milhão. A ação, no entanto, foi frustrada após a chegada da Polícia Militar de Mato Grosso. Um dos suspeitos morreu em confronto e outro foi preso em flagrante, sendo posteriormente condenado em processo separado.
Com o avanço das investigações, a polícia identificou outros envolvidos, cada um com funções específicas, como execução, logística, transporte e vigilância. Os investigados devem responder por roubo qualificado, com agravantes como uso de arma de fogo, restrição da liberdade das vítimas e atuação em organização criminosa. As prisões foram solicitadas pelo delegado Igor Sasaki, com base na gravidade do caso e no risco de reiteração criminosa.





















