O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, se pronunciou pela primeira vez após o episódio de tensão com torcedores ocorrido no estádio Dito Souza, na última quarta-feira (15), logo após a eliminação da equipe diante do Porto Vitória, pela Copa Verde. A situação ganhou repercussão negativa por conta de xingamentos e gestos do dirigente direcionados a parte da torcida presente.
Durante a manifestação, Dresch reconheceu que pode ter se excedido no calor do momento, especialmente ao utilizar termos mais duros durante a discussão. No entanto, ele fez questão de contextualizar o cenário da partida, destacando a presença de atletas muito jovens em campo e a responsabilidade do clube com esses jogadores em formação.
“O torcedor e quem acompanha o Cuiabá, eu acho que a maioria deles não sabe que naquele jogo a gente tinha ali quatro ou cinco jogadores de 16 anos de idade. Então eram menores de idade. São jogadores que moram no alojamento do clube. O Cuiabá é responsável pela alimentação, pela educação. Então o clube tem o dever de proteger esses adolescentes”, afirmou em entrevista ao GE.
O dirigente também buscou diferenciar a torcida em geral do grupo com quem se envolveu diretamente, ressaltando que o episódio não representa a relação do clube com seus torcedores como um todo.
“A gente também tem que contextualizar que eu não discuti com os torcedores do Cuiabá. Eu discuti com meia dúzia de pessoas de uma torcida organizada. São pessoas que já se envolveram em episódios de agressão dentro da Arena Pantanal. Tenho certeza que um ou dois já foram, inclusive, proibidos de acessar o estádio por decisão judicial”, declarou o presidente.
Sobre a fala que gerou maior repercussão, Dresch não recuou completamente, mas admitiu o excesso no contexto da discussão. Ainda assim, reforçou que sua postura foi motivada pela defesa dos jovens atletas.
“Se eu chamei ali de vagabundo no calor da discussão, eu assumo. Mas, em qualquer situação em que estejam ameaçando adolescentes, eu vou entrar defendendo”, afirmou.
Situação atual e jejum
O episódio no Dito Souza apenas evidencia a crise que o Dourado atravessa há algum tempo. A equipe foi eliminada nas quartas de final do Campeonato Mato-grossense para o Sport Sinop, também caiu precocemente na Copa do Brasil diante do Santa Catarina, clube de Série D e com menor poder aquisitivo. Além disso, o Cuiabá não vence há 12 jogos e amarga um jejum de 320 dias sem vitórias fora de casa.
Em meio a esse cenário de pressão, o time já tem um novo desafio pela frente. Neste domingo (19), às 18h (de MT), o Cuiabá enfrenta o Goiás no Estádio da Serrinha, pela Série B do Campeonato Brasileiro. O adversário vive momento oposto e ainda não perdeu em casa nesta temporada, o que aumenta o grau de dificuldade para o time mato-grossense na busca por uma reação.

















