O presidente da Raça Cuiabana, Wander Bezerra, rebateu as declarações do presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, após a polêmica envolvendo torcedores no estádio Dito Souza, depois da eliminação da equipe para o Porto Vitória, pela Copa Verde. O dirigente havia afirmado que reagiu para defender jogadores da base, que teriam sido ameaçados, versão contestada pelo líder da organizada.
Em resposta, Wander negou a versão apresentada pelo dirigente do clube e afirmou que não houve qualquer tipo de intimidação aos atletas. “É um absurdo falar que a gente foi lá ameaçar os meninos. Em nenhum momento teve isso. Eles saíram do estádio e foram conversar com a gente como homens”, declarou.
O líder da organizada também criticou a postura de Dresch por tratar o assunto publicamente, sem diálogo direto com os torcedores. “Você vai para a televisão falar da torcida, mas não tem coragem de vir aqui conversar com a gente. Isso é atitude de covarde”, afirmou.
Durante a manifestação, Wander reforçou a independência da torcida organizada em relação à diretoria do clube. “Quem paga ingresso, quem compra material, quem está em todo jogo somos nós. Você nunca deu nada para a Raça Cuiabana”, disse.
Em tom mais duro, ele ainda citou episódios envolvendo o dirigente, questionando a postura adotada por Dresch. “Quer falar de agressividade? Olha o seu histórico antes de apontar o dedo para a gente. Não fomos nós que tivemos esse tipo de problema”, declarou.
Wander também contestou a justificativa de que a discussão teria sido motivada pela defesa de jovens atletas. “Ninguém aqui é covarde de ameaçar menino. A gente cobra, como sempre cobrou, mas dentro do limite”, afirmou.
Por fim, o presidente da organizada reforçou o posicionamento do grupo. “Tudo que a gente faz é para defender o Cuiabá. A gente ama isso aqui. Covarde não somos nós”, concluiu.
Entenda o caso
O caso aconteceu após a derrota por 3 a 2 para o Porto Vitória, resultado que selou a eliminação do Cuiabá ainda na fase de grupos da Copa Centro-Oeste. Imagens registradas no local mostram Cristiano Dresch discutindo com torcedores próximos ao alambrado. Durante a confusão, o dirigente afirmou “não dá conversa pra vagabundo” e, em seguida, fez gestos de forma irônica, como acenos em direção à arquibancada e sinais indicando que a torcida era “pequena”, o que provocou reação e aumentou a irritação dos torcedores.
Na competição regional, o clube utilizou uma equipe alternativa, comandada por outra comissão técnica e formada, em sua maioria, por atletas sub-20. A campanha terminou com um empate e três derrotas.
Em campo
O episódio no Dito Souza apenas evidencia a crise que o Dourado atravessa há algum tempo. A equipe foi eliminada nas quartas de final do Campeonato Mato-grossense para o Sport Sinop, também caiu precocemente na Copa do Brasil diante do Santa Catarina, clube de Série D e com menor poder aquisitivo. Além disso, o Cuiabá não vence há 12 jogos e amarga um jejum de 320 dias sem vitórias fora de casa.
Em meio a esse cenário de pressão, o time já tem um novo desafio pela frente. Neste domingo (19), às 18h (de MT), o Cuiabá enfrenta o Goiás no Estádio da Serrinha, pela Série B do Campeonato Brasileiro. O adversário vive momento oposto e ainda não perdeu em casa nesta temporada, o que aumenta o grau de dificuldade para o time mato-grossense na busca por uma reação.
















