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Edna Sampaio acusa partido de racismo após perder espaço em articulação para o Senado

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A ex-vereadora de Cuiabá e suplente de deputada estadual, Edna Sampaio (PT), criticou duramente a decisão do Partido dos Trabalhadores de não lançar seu nome na disputa ao Senado Federal e apoiar o ex-governador Pedro Taques (PSB) como representante do grupo político alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Mato Grosso. Para a petista, a escolha reflete práticas racistas dentro da própria legenda.

Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta terça-feira (2), Edna afirmou que a definição ocorreu sem debate interno no diretório estadual e responsabilizou a direção regional do partido por encaminhar a discussão para a executiva nacional.

Segundo ela, a presidente estadual do PT, Rosa Neide, evitou enfrentar a discussão sobre a candidatura de uma mulher negra ao Senado. A ex-parlamentar argumentou que sua exclusão da disputa não está relacionada à capacidade política ou qualificação, mas a barreiras estruturais que dificultam o acesso de mulheres negras a espaços de poder.

Edna declarou que a decisão evidencia um cenário histórico de exclusão e afirmou que a escolha de Pedro Taques para compor o projeto político do campo progressista foi construída a partir de uma definição interna do PT mato-grossense, posteriormente chancelada pela direção nacional.

A petista também questionou o alinhamento ideológico do ex-governador com a esquerda. Em sua avaliação, Taques possui posições conservadoras e trajetória política distante das bandeiras tradicionalmente defendidas pelos movimentos progressistas. Apesar das críticas, ela ressaltou que respeita a decisão tomada pela maioria da legenda.

Atritos internos

As declarações ocorrem poucos dias após Edna divulgar uma nota pública criticando integrantes do próprio partido. Ela relatou ter sido constrangida durante uma reunião da executiva estadual realizada na semana passada, quando filiados teriam relembrado o episódio que resultou em sua cassação na Câmara de Cuiabá.

O caso remete às acusações de suposta apropriação indevida de recursos de verba indenizatória envolvendo uma ex-chefe de gabinete. Edna sempre negou irregularidades e sustenta que foi alvo de perseguição política.

Na manifestação, a ex-vereadora afirmou que a repetição dessas acusações dentro do próprio partido representou um ataque à sua trajetória política e à sua honra. Ela ainda classificou a situação como violência política e criticou a postura de dirigentes que, segundo ela, minimizaram o episódio.

Por fim, Edna desafiou os correligionários envolvidos na discussão para um debate público e aberto, defendendo que divergências internas sejam tratadas de forma transparente perante a militância e a sociedade.

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