Após ser chamado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “traidor” e “vendilhão da pátria”, o senador Flávio Bolsonaro disse nesta terça-feira que o culpado pelo anúncio de nova tarifa de 25% nas exportações brasileiras feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é o próprio Lula. Segundo Flávio, pré-candidato pelo PL à Presidência da República, as tarifas são resultado de um estudo iniciado pelos Estados Unidos em 2025, englobando 60 países, incluindo o Brasil, portanto bem antes de sua visita a Trump na semana passada.
Nessa segunda-feira, os Estados Unidos anunciaram uma nova proposta de taxação de 25%. O USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) citou práticas comerciais “irrazoáveis” do Brasil. Para o governo, o foco principal é o Pix, que foi citado mais de 20 vezes no documento.
“A realidade, é que essa tarifa é do Lula, pelo seu tom agressivo com os Estados Unidos, o seu discurso antiamericano, por defender que o dólar deixe de ser a moeda-padrão nas relações internacionais, e outra coisa, ninguém mais acredita no Lula. Ele faz uma reunião com o Trump, faz os compromissos, e não cumpre”, disse Flávio Bolsonaro.
Pela manhã, o presidente Lula disse durante discurso em um evento em Catalão (GO), que os filhos do “Bolsonaro conseguem ser pior do que ele e são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras”, afirmou.
“São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério do Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merecem os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso país? Pensem, pensem, meditem, porque esse cidadão [Flávio] hoje aparece lá em pé: ‘Eu não falei nada, eu não falei nada’. Todo covarde é assim, fala a merda que fala, e por não ter coragem de assumir o que fala, fica tentando mentir”, disse o presidente.
Flávio Bolsonaro disse que na visita que quando esteve nos Estados Unidos pediu ao governo norte-americano que o Brasil não fosse taxado. “Expliquei que não seria justo taxá-los ainda mais. Eu reforcei que os Estados Unidos não precisariam mais usar a política de tarifas para negociar com o Brasil, porque a partir de janeiro de 2027 o Brasil terá um presidente da República que vai sentar para negociar de igual para igual.”
“Eu fiz o pedido direto para que os Estados Unidos não taxassem as empresas brasileiras, que já são absurdamente taxadas pelo governo Lula. Os empreendedores brasileiros já estão sufocados com tanto imposto, burocracia e perseguição, estão até saindo do Brasil”.


















