O depoimento de Caroline Fernandes teria embasado o laudo que reconheceu a incapacidade mental do engenheiro Daniel Bennemann Frasson, autor do feminicídio de Gleici Keli Geraldo de Souza e da tentativa de homicídio da filha de sete anos, na cidade de Lucas do Rio Verde.
A jovem se manifestou, por meio das redes sociais, contra a decisão da Justiça de Mato Grosso que reconheceu o laudo e tornou o réu imputável.
Apesar disso, conforme o relatório psiquiátrico, consta que Caroline reconheceu que o padrasto estava em surto.
Fernanda, irmã do engenheiro, relatou um quadro de deterioração progressiva. Segundo ela, Daniel apresentava insônia, tristeza intensa, discurso de ruína financeira e sintomas depressivos nos últimos 60 dias.
Na avaliação psiquiátrica, Daniel relatou estar em tratamento havia 90 dias por diagnóstico inicial de Síndrome de Burnout. Ele disse ter trocado de psiquiatra 45 dias antes e informou o uso de Alpes, Inseris, Rivotril e Quetros.
O crime aconteceu enquanto Gleici dormia. Ela foi atingida por 16 facadas e não resistiu. A filha do casal recebeu oito golpes — quatro no peito e quatro nas costas —, foi socorrida em estado gravíssimo, ficou 22 dias internada em UTI e sobreviveu com sequelas.
Agora, aguarda vaga no Hospital Adauto Botelho, onde ficará internado por tempo indeterminado.




















