O atacante Igor Jesus afirmou que a realidade atual no futebol europeu estava “muito distante” de qualquer projeção feita durante a infância em Cuiabá. Em entrevista à ESPN, o jogador relembrou o período em que vivia no bairro Praeirinho, onde dividia a rotina entre o trabalho com o avô, em uma peixaria, e partidas em escolinhas locais, sem perspectiva concreta de profissionalização.
Segundo Igor, o futebol era apenas uma atividade secundária naquele momento. “Estava muito distante”, disse, ao comentar se imaginava alcançar o cenário atual. A mudança começou após um amistoso contra o Brasil Central, equipe da cidade com melhor estrutura e ligação internacional. O desempenho chamou atenção e resultou em um convite para testes, considerado um ponto de inflexão em sua trajetória.
Ainda assim, a decisão de seguir no esporte não foi imediata. “Será que eu vou? Será que eu não vou?”, relembrou, ao citar as dúvidas provocadas pela distância até o local de treino e pela responsabilidade familiar. “Eu trabalhava com o meu avô na peixaria”, afirmou, destacando o peso dessa rotina. Em alguns momentos, a indecisão o levava a evitar os compromissos. “Quando eu via o carro dele, eu me escondia”, contou, sobre as tentativas de buscá-lo para treinar.
Apesar da resistência inicial, Igor seguiu no futebol e construiu carreira profissional. Atualmente, integra o elenco do Nottingham Forest, que voltou a uma semifinal europeia após 43 anos. O atacante também participou da goleada por 5 a 0 sobre o Sunderland, marcando um dos gols da partida.
Ao comparar os dois momentos, o jogador sintetizou a mudança: “É um grande sonho”, reforçando o contraste entre origem e presente no futebol europeu.
















