O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que espera que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, conceda prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. Ao comentar o caso, Abilio comparou a situação do ex-presidente com a do atual chefe do Executivo nacional, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante o período em que esteve preso, e disse que Bolsonaro não estaria recebendo o mesmo tratamento.
Segundo o prefeito, Lula teve liberdade para conceder entrevistas e manter articulações políticas enquanto cumpria pena, cenário que, na avaliação dele, não se repete agora. Para Abilio, há uma diferença de critérios entre os dois casos. Ele afirmou que Lula foi preso por corrupção, enquanto Bolsonaro estaria sendo punido por fazer oposição, o que, em sua visão, reflete o momento político vivido pelo país.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos de prisão imposta pelo STF pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado. Inicialmente, o ex-presidente estava em prisão domiciliar, mas teve o benefício revogado em 22 de novembro, após tentar romper a tornozeleira eletrônica.
Desde então, Bolsonaro tem alegado problemas de saúde como forma de buscar a reversão do regime fechado e o retorno à prisão domiciliar. Ele chegou a passar por um procedimento cirúrgico durante o período de Natal e, nesta semana, sofreu uma queda da cama, resultando em um traumatismo leve. O episódio gerou mobilização de um grupo de senadores, que passou a defender publicamente a concessão da domiciliar.
Abilio disse acreditar que o novo pedido será analisado novamente por Alexandre de Moraes e afirmou esperar uma decisão equilibrada. Segundo ele, a prisão domiciliar deveria ser concedida ao ex-presidente até que haja um processo adequado para tratar da anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
O prefeito também mencionou que, nesta semana, o presidente Lula vetou o projeto que reduzia a pena de Bolsonaro. O veto ainda será analisado pelo Congresso Nacional e pode ser derrubado, mas, mesmo nesse cenário, não implicaria anistia ao ex-presidente, que continuaria obrigado a cumprir a condenação.
Para Abilio, a solução definitiva passa pelo cenário eleitoral. Ele voltou a defender que a eleição de um presidente alinhado à direita seria o caminho para viabilizar, no próximo ano, uma anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.


















