O governador Mauro Mendes (União) classificou como “muito grave” as informações repassadas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) que dois pré-candidatos a vereador foram alvos da Operação Apito Final, deflagrada nesta terça-feira (2).
Mendes disse que os órgãos de controle precisam redobrar a atenção para impedir que criminosos consigam ingressar no âmbito político. O chefe do Executivo mato-grossense ainda prometeu cobrar para que fatos semelhantes não ocorram.
“Isso é muito perigoso, muito grave e vai demandar um olhar muito especial de todas as autoridades da Segurança Pública. Eu vou cobrar isso deles e vamos querer também que o Ministério Público, que todos os órgãos de controle, o Judiciários estejam atentos a esse fato. Essa informação que ele traz a público é extremamente relevante e muito grave. Vai precisar ter uma resposta de todas as autoridades constituídas”, disse Mendes à reportagem.
A Operação Apito Final foi desbaratinada para desarticular um esquema de lavagem de capitais criado por integrantes de uma organização criminosa, em Cuiabá. Foram expedidos 25 mandados de prisão e 29 de buscas e apreensão, além da indisponibilidade de 33 imóveis, sequestro de 45 veículos e bloqueio de 25 contas bancárias dos alvos investigados.
A investigação da GCCO, realizada ao longo de dois anos, apontou que Paulo Witer Farias Paelo – conhecido como W.T. – posto recentemente em liberdade, utilizava diversas pessoas – entre amigos, familiares e advogados que atuam como ‘laranjas’ – para adquirir imóveis, comprar e vender de carros e atuar na locação de veículos com o dinheiro das práticas criminosas.
O irmão dele, Fagner Paelo, que também foi alvo, era pré-candidato a vereador por Cuiabá. O advogado Jonas Cândido, que viajou a Maceió (AL) para prestar assistência jurídica a W.T., também foi um dos alvos da ação policial e visava uma vaga na Câmara dos Vereadores cuiabana.
“É necessário que haja essa ampliação face essa nova realidade e constatações do aspecto de verificação do curriculum e o que fazem esses atores ligados a eventuais candidaturas”, cobrou o governador.

















