O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), comentou na sexta-feira (5/6) as recentes medidas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre elas a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Durante entrevista, o gestor avaliou os possíveis impactos da decisão e também falou sobre as discussões envolvendo o sistema de pagamentos PIX.
Questionado sobre a medida adotada pelo governo norte-americano, Abílio afirmou que não acredita em qualquer possibilidade de intervenção direta dos Estados Unidos em território brasileiro, mas ponderou que ações voltadas ao combate ao tráfico internacional podem ocorrer dentro dos limites legais.
“Só se for nesse sentido, porque não tem a menor possibilidade. O Brasil é um país continental, não tem a menor possibilidade disso. Agora, pode haver operações dos Estados Unidos contra traficantes e faccionados? Eu acho que isso pode acabar acontecendo, mas acredito que existem leis internacionais e normas internacionais que regem esse tipo de conduta”, declarou.
O prefeito também afirmou que eventuais ações internacionais não ocorreriam sem conhecimento das autoridades brasileiras.
“O Lula pode até fazer de conta que não sabe, mas saberá, porque ele deve ser informado sobre essas ações”, acrescentou.
Ao ser questionado sobre a tramitação da proposta nos órgãos legislativos norte-americanos e a possibilidade de avanços nos próximos meses, Abílio disse não acompanhar os bastidores da política dos Estados Unidos.
“Cara, eu não sei, eu não sou americano, não estou nos Estados Unidos, eu não sei o que eles estão tratando lá. Eu mal sei o que está rolando na política aqui”, respondeu.
Outro tema abordado durante a entrevista foi a polêmica envolvendo declarações do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro sobre possíveis negociações relacionadas ao PIX. Abílio negou qualquer previsão de alteração ou substituição do sistema de pagamentos instantâneos.
“Isso é mentira. Não tem nenhuma alteração no PIX prevista, nenhuma alteração no PIX”, afirmou.
Segundo o prefeito, o surgimento de novas plataformas de pagamento não representa necessariamente o fim do sistema criado pelo Banco Central.
“Trazer outras formas de pagamento não tem problema nenhum. Você ter mais de uma forma de pagamento. Agora, você não vai tirar o PIX”, disse.
Abílio ainda argumentou que há um movimento crescente em busca de ferramentas financeiras que ofereçam maior liberdade nas transações, citando aplicativos já utilizados por brasileiros.
“Provavelmente vai surgir no Brasil aplicativos, ou já deve ter, que fazem transferência financeira sem passar pelo Banco Central. Hoje já existem algumas alternativas. Tem o Wise, por exemplo. Algumas pessoas usam o Wise, outras utilizam outros aplicativos. Então, se vai ter um a mais ou a menos, eu não sei”, comentou.
Ao encerrar o assunto, o prefeito criticou o monitoramento de movimentações financeiras pelo governo federal e afirmou que esse cenário incentiva a procura por novos meios de transferência de recursos.
“Estão surgindo inúmeras ferramentas e estratégias para driblar esse monitoramento do governo federal, porque ele fica rastreando transferências financeiras do povo brasileiro para aumentar imposto sobre ele”, concluiu.



















