O deputado estadual Júlio Campos (União) reafirmou na quarta-feira (03) sua postura de independência em relação ao Governo de Mato Grosso e garantiu que continuará analisando cada proposta enviada pelo Executivo de forma criteriosa. Segundo o parlamentar, projetos que tragam benefícios à população terão apoio na Assembleia Legislativa, mas isso não significa aprovação automática de todas as matérias encaminhadas pelo Palácio Paiaguás.
Ao comentar sua atuação parlamentar, Júlio disse que sempre manteve uma posição independente ao longo de sua trajetória política.
“Os projetos que o governo do Estado mandar e forem de interesse da população de Mato Grosso, nós votaremos. Sempre fui um deputado de posição independente. Nunca deixei de votar as boas coisas que o governo mandava aqui, mas também não vou aprovando tudo que o governo quer. Se tiver alguma coisa errada, é função do deputado não só votar, como também fiscalizar essas coisas”, afirmou.
Durante a entrevista, o parlamentar também elogiou a atuação recente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, especialmente sob a presidência do conselheiro Sérgio Ricardo. Para ele, a instituição passou por uma transformação significativa nos últimos anos, deixando de atuar apenas na análise documental das contas públicas para exercer um papel mais ativo na fiscalização dos recursos públicos.
“Eu acho que o Tribunal de Contas do Estado até que enfim acordou. Eu fui conselheiro do Tribunal de Contas, e o tribunal era apenas para analisar papel, prestação de contas no ano seguinte da aplicação do recurso. Hoje, sob a gestão do conselheiro Sérgio Ricardo, o Tribunal de Contas realmente passou a ser um órgão atuante, vigilante e com a competência que deveria ser o TCE”, declarou.
Por outro lado, Júlio fez duras críticas ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso, cobrando uma atuação mais firme diante de fatos que considera graves no Estado. Na avaliação do deputado, o órgão perdeu protagonismo nos últimos anos e tem se mostrado distante das investigações e fiscalizações que marcaram períodos anteriores.
“Agora, o que precisa acordar é o Ministério Público Estadual, que até agora continua se fazendo de sonso. Não se vê uma manifestação. Aquele Ministério Público atuante de quatro, cinco, seis anos atrás, oito anos atrás, não existe mais. Hoje parece que não existe Ministério Público Estadual aqui em Mato Grosso, está muito parado”, criticou.
Ao final, o parlamentar defendeu uma atuação mais incisiva dos promotores de Justiça e afirmou que a sociedade e os representantes políticos precisam cobrar maior vigilância do órgão.
“Vamos ter que cobrar dos nossos promotores uma atuação mais vigilante com relação aos fatos graves que ocorreram e estão ocorrendo em Mato Grosso”, concluiu.

















