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Governador afirma que MP precisar cobrar cumprimento de TAC para não ficar “desmoralizado”

Ao comentar novo pedido de intervenção, Mauro disse que decisão cabe aos órgãos de controle.
Durante o Fórum em Brasília, Mauro aproveitou a oportunidade para apresentar o Prêmio de Eficiência e Inovação do Governo de Mato Grosso Crédito - Renato Alves/Agência Brasília

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Após o vereador Dr. Luiz Fernando (União) dizer que iria protocolar um novo pedido de intervenção estadual na saúde pública de Cuiabá, o governador Mauro Mendes (União) pontuou, na quarta-feira (26/3), que não é seu papel decidir sobre o tema. Porém, destacou que é obrigação do Ministério Público Estadual (MPMT) cobrar o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado, sob risco de ficar “desmoralizado”.

“O Estado está focado em cuidar das suas obrigações. O pedido tem que ser dirigido aos órgãos de controle, que tem a responsabilidade de acompanhar o pós-intervenção. Foi feito um TAC, e eu acredito que ele tem que ser cumprido, se não, o MP fica desmoralizado perante a sociedade”, destacou Mauro ao ser questionado sobre o novo pedido.

Conforme o vereador, o requerimento será embasado, principalmente, na falta de pagamento aos médicos e da equipe que trabalha no setor de ortopedia e neurocirurgia do Hospital São Benedito e do Hospital Municipal de Cuiabá. Também constará no documento um possível superfaturamento dos serviços realizados nas unidades de saúde citadas.

Desde sábado (23), médicos da equipe de ortopedia do Hospital Municipal de Cuiabá paralisaram parte dos atendimentos. Os profissionais estariam a três meses sem receber. Apenas os serviços de urgência, visita aos pacientes e cirurgias de emergências foram mantidos.

Ainda de acordo com o vereador, há fortes indícios de que há um apadrinhamento de servidores dentro da Secretaria Municipal de Saúde da Capital, o que favorece os apadrinhados a receberem antes de todos os contratados.

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