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Foto mostra lobista acusado de vender sentenças em MT extremamente magro ao deixar a prisão

STF autorizou prisão domiciliar de Andreson Gonçalves, apontado como intermediador de esquema investigado na Operação Sisamnes

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O lobista e empresário Andreson de Oliveira Gonçalves deixou a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, nesta sexta-feira (17), com aparência visivelmente abatida e praticamente irreconhecível. Foto obtida mostra o investigado muito mais magro do que quando foi preso, em novembro do ano passado.

A soltura foi autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar. Andreson é acusado de ser uma das figuras centrais no esquema de venda de sentenças judiciais investigado pela Operação Sisamnes.

Em fevereiro, Zanin reconheceu que o lobista exercia função de comando no grupo, atuando como elo entre advogados, servidores públicos e magistrados. O ministro apontou que conversas interceptadas comprovaram a propensão de Andreson à prática de atos ilícitos e o classificou como um risco à investigação.

Durante a operação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra os desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, ambos afastados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Andreson foi citado como o principal intermediador do esquema.

Operação Sisamnes

Deflagrada em novembro de 2024, a Operação Sisamnes revelou a existência de uma organização criminosa envolvida na venda de decisões judiciais em processos de alto valor. A ação resultou na prisão de diversos investigados, entre eles o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, apontado como peça-chave no esquema.

Desde então, a defesa do lobista vinha tentando reverter a prisão, alegando que ele enfrentava problemas de saúde e que estaria, inclusive, passando fome na cela. Também sustentaram que Andreson não possui condenação definitiva, o que justificaria a concessão de prisão domiciliar.

Com a decisão recente do STF, o lobista deixa o sistema prisional e passará a cumprir medidas cautelares em casa, enquanto responde ao processo em liberdade.

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