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Investigador é afastado após condenação por abuso sexual contra colega de trabalho

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A Justiça de Mato Grosso determinou o afastamento cautelar do investigador da Polícia Civil Jeovanio Vidal Gribiel, condenado a oito anos de prisão por estupro de vulnerável contra uma colega de trabalho. A decisão foi assinada pela juíza Henriqueta Fernanda Lima e inclui uma série de medidas para garantir a proteção da vítima.

O caso ocorreu em novembro de 2022, durante uma viagem profissional a Goiânia. Conforme consta no processo, o policial teria colocado uma substância na bebida da vítima, deixando-a sem condições de oferecer resistência. A mulher relatou que chegou a recobrar parcialmente a consciência durante os abusos e pediu diversas vezes para que o agressor interrompesse a ação, mas não foi atendida.

Em nota, a Polícia Civil informou que adotou as providências necessárias para cumprir integralmente a determinação judicial.

Além do afastamento das funções, especialmente das atividades operacionais, a Justiça proibiu qualquer forma de contato entre o policial e a vítima, seja direta ou indiretamente. A decisão também estabelece distância mínima de 500 metros dos locais frequentados pela mulher, impede a convivência funcional entre ambos e determina a realocação do servidor para evitar qualquer contato.

Entre as medidas impostas estão ainda a suspensão do porte de arma, o recolhimento da arma funcional e a proibição de acessar informações pessoais ou funcionais da vítima em sistemas institucionais. O descumprimento das determinações poderá resultar em multa de R$ 3 mil por ocorrência, além da possibilidade de prisão preventiva.

A decisão judicial também prevê o custeio de acompanhamento psicológico especializado para a vítima, com o objetivo de auxiliar na recuperação dos impactos emocionais causados pelo crime.

Ao fundamentar a medida, a magistrada ressaltou a necessidade de preservar a integridade física e emocional da vítima, evitando situações que possam gerar intimidação, constrangimento ou revitimização.

O investigador também é alvo de outra apuração relacionada à morte de um idoso de 87 anos durante uma ação policial ocorrida em fevereiro de 2024, na região do Contorno Leste, em Cuiabá. Embora o inquérito inicial tenha concluído pela legítima defesa, o Ministério Público de Mato Grosso solicitou novas diligências por entender que ainda existiam pontos a serem esclarecidos. O procedimento tramita sob sigilo judicial.

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