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STJ mantém empresário preso por suposto envolvimento na execução de Renato Nery

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O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu manter a prisão preventiva do empresário César Jorge Sechi, investigado por supostamente ter encomendado o assassinato do advogado Renato Nery, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT). A decisão foi proferida na última sexta-feira (12).

A defesa do empresário havia solicitado a substituição da prisão por medidas cautelares menos severas, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica. Os advogados também argumentaram que não existiriam elementos suficientes para sustentar a acusação de participação em organização criminosa e apontaram suposto excesso de prazo na tramitação do processo.

Ao analisar o pedido, o ministro entendeu que os fundamentos apresentados pela Justiça estadual justificam a manutenção da prisão. Segundo a decisão, há indícios de que o crime foi planejado e executado por diversos envolvidos, incluindo policiais militares, além de elementos que apontariam para possível tentativa de interferência nas investigações.

As apurações indicam que o homicídio teria sido motivado por uma disputa envolvendo terras localizadas no município de Novo São Joaquim. De acordo com a investigação, César Sechi e sua esposa, Julinere Bentos, seriam os mandantes do crime, que teria sido contratado por cerca de R$ 200 mil.

Entre os suspeitos de participação direta na execução estão o cabo da Rotam Heron Teixeira Pena Vieira e o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, apontado como autor dos disparos. As investigações revelaram ainda que ambos teriam acompanhado a rotina da vítima antes do atentado.

Renato Nery foi baleado na entrada de seu escritório, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, em 5 de julho de 2024. Conforme a Polícia Civil, a motivação estaria ligada ao desfecho favorável ao advogado em uma longa disputa judicial por uma propriedade rural de alto valor econômico.

Meses antes de ser morto, Nery também havia denunciado o desembargador aposentado Sebastião Moraes Filho, investigado por suspeitas relacionadas à venda de decisões judiciais. O magistrado acabou sendo afastado do cargo pouco tempo após o assassinato do ex-presidente da OAB-MT.

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