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Abilio sanciona lei que torna Marcha para Jesus patrimônio cultural de Cuiabá

Medida foi oficializada dias antes da edição de 2026, que terá a participação do senador Flávio Bolsonaro e expectativa de público de 50 mil pessoas

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sancionou na quarta-feira (10) a lei que reconhece a Marcha para Jesus como Patrimônio Cultural Material e Imaterial do município. A medida passa a integrar oficialmente a manifestação religiosa ao calendário cultural da capital mato-grossense.

A sanção ocorre às vésperas da 29ª edição do evento, programada para o dia 20 de junho, e após a confirmação da participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República.

A nova legislação autoriza o Poder Executivo Municipal a oferecer apoio institucional à realização da Marcha, além de promover sua divulgação por meio dos canais oficiais e estimular a participação da população. O texto, contudo, deixa claro que a medida não obriga a destinação de recursos públicos, que dependerão da disponibilidade orçamentária da administração municipal.

Com o reconhecimento da Marcha para Jesus como patrimônio cultural de Cuiabá, Abilio Brunini tem defendido o caráter religioso da iniciativa e rejeitado interpretações de que o evento possa ser utilizado como espaço de promoção político-partidária. Segundo o prefeito, a mobilização não possui vinculação ideológica. Apesar disso, a edição deste ano contará com a presença de Flávio Bolsonaro, figura de projeção nacional dentro do PL.

O contexto local também contrasta com posicionamentos recentes adotados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou não participar de eventos religiosos em períodos eleitorais para evitar associações entre religião e disputas políticas.

A organização da Marcha para Jesus estima reunir cerca de 50 mil participantes em Cuiabá. Entre as atrações confirmadas está o apóstolo Estevam Hernandes, que participará do evento pela primeira vez na capital.

Com a legislação já em vigor, a Prefeitura de Cuiabá passa a contar com respaldo jurídico para desenvolver ações voltadas à preservação, promoção e continuidade da manifestação religiosa e cultural nos próximos anos.

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