O deputado estadual Faissal Calil (PL) utilizou as redes sociais para se manifestar sobre um vídeo gravado durante o Pedal do 4º Bravo, realizado em Várzea Grande, na noite de segunda-feira (8), poucas horas após ser alvo da Operação Gemini, da Polícia Federal. O parlamentar negou que tenha feito qualquer tipo de deboche em relação à ação policial.
Segundo Faissal, a gravação refletiu sua insatisfação com informações divulgadas após a operação, especialmente notícias que associavam a ele a posse de um relógio da marca Rolex mostrado em imagens da investigação.
“Estou indignado com a forma como a operação foi conduzida e com as informações falsas divulgadas ao meu respeito”, declarou o deputado. Ele afirmou ainda que não possui relógios de luxo e que o único acessório do tipo que tem foi adquirido há cerca de dez anos por R$ 971.
Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu um relógio da marca Rolex com um dos investigados. No entanto, não houve divulgação oficial identificando quem era o proprietário do item.
Sobre as investigações, Faissal afirmou que ainda aguarda acesso aos autos para se posicionar de maneira mais detalhada. Apesar disso, declarou estar tranquilo em relação às acusações. “Quem não deve não teme”, afirmou.
A Operação Gemini foi deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de comercialização de decisões judiciais e lavagem de dinheiro. Entre os principais alvos estão o magistrado Dirceu dos Santos, o deputado Faissal Calil, o empresário Luciano Candido Amaral e o advogado Bruno Oliveira Castro.
De acordo com a PF, a investigação aponta que pessoas próximas ao magistrado teriam sido utilizadas para movimentações financeiras e patrimoniais consideradas suspeitas. Luciano Amaral é apontado como um dos responsáveis por auxiliar em operações relacionadas ao recebimento de supostas vantagens indevidas, pagamento de despesas familiares e negociações imobiliárias investigadas pela polícia.
As apurações também identificaram movimentações financeiras classificadas como atípicas, incluindo depósitos e saques em espécie superiores a R$ 3,2 milhões, além de transferências oriundas de empresas do setor agropecuário que mantinham disputas judiciais em andamento no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Segundo a investigação, Faissal, que atuou como assessor no gabinete de Dirceu dos Santos entre 2017 e 2018, teria participado de articulações para direcionar a relatoria de um recurso ao magistrado. A suspeita é de que a medida buscasse favorecer uma das partes envolvidas em troca de pagamento indevido. As acusações seguem sob apuração da Polícia Federal.


















