O deputado estadual Júlio Campos (União) elevou o tom das críticas ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) ao afirmar que a instituição tem adotado uma postura passiva diante de fatos que, segundo ele, exigiriam maior fiscalização e acompanhamento por parte dos órgãos de controle.
Durante entrevista à imprensa, o parlamentar disse que, enquanto o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) passou a exercer um papel mais ativo nos últimos anos, o Ministério Público perdeu a capacidade de protagonismo que já teve em outras gestões.
“Agora, quem precisa acordar é o Ministério Público Estadual, que continua se fazendo de sonso. Não se vê uma manifestação. Aquele Ministério Público atuante de quatro, cinco anos atrás não existe mais. Hoje parece que não existe Ministério Público Estadual aqui em Mato Grosso”, declarou.
A cobrança foi acompanhada de elogios ao Tribunal de Contas, que, na avaliação do deputado, retomou sua função fiscalizadora sob a presidência do conselheiro Sérgio Ricardo.
“O Tribunal de Contas do Estado finalmente acordou. Hoje, sob a gestão do conselheiro Sérgio Ricardo, o Tribunal de Contas passou a ser um órgão atuante, vigilante e com a competência que deveria ser”, afirmou.
Júlio também defendeu que os promotores ampliem a fiscalização sobre situações que impactam a administração pública estadual. Segundo ele, o momento exige maior vigilância das instituições responsáveis pelo controle e acompanhamento dos atos governamentais.
“Está muito parado. Vamos ter que cobrar dos nossos promotores uma atuação mais vigilante com relação aos casos graves que ocorreram e estão ocorrendo em Mato Grosso”, disse.
Ao comentar sua postura política, o parlamentar ressaltou que mantém independência em relação ao governo estadual e afirmou que o papel dos deputados não se limita à votação de projetos encaminhados pelo Executivo.
“Sempre fui um deputado de posição independente. Nunca deixei de votar as boas coisas que o governo mandava para cá, mas também não vou aprovando tudo que o governo quer. Se tiver alguma coisa errada, é função do deputado não só votar, mas também fiscalizar”, concluiu.

















