Uma servidora da Defensoria Pública de Mato Grosso denunciou um integrante da alta administração da instituição por supostos casos de assédio moral e sexual. O caso foi registrado na Polícia Civil e também comunicado à Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual da própria Defensoria, além da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa.
De acordo com documentos obtidos pela reportagem, a servidora registrou boletim de ocorrência por importunação sexual contra o atual 1º subdefensor público-geral do Estado. No depoimento prestado à Delegacia da Mulher de Cuiabá, ela afirmou que os episódios começaram em 2017, quando trabalhava em outro setor da instituição.
A denunciante relatou situações de constrangimento, perseguição psicológica e humilhações no ambiente de trabalho. Segundo o relato, durante uma carona oferecida pelo superior, ele teria se aproximado de forma inadequada ao alegar que iria ajudá-la com o cinto de segurança. Ela também afirmou ter sido alvo de ofensas e exposições vexatórias durante reuniões internas.
Mensagens e áudios anexados à denúncia apontam que a servidora precisou iniciar tratamento psicológico e psiquiátrico em razão do desgaste emocional. Em comunicações encaminhadas à chefia, ela descreveu o ambiente de trabalho como “insustentável” e relatou medo, isolamento e abalo psicológico.
Em nota, a Defensoria Pública informou que tomou conhecimento formal da denúncia e adotou medidas administrativas, incluindo o afastamento cautelar do membro investigado. A instituição também destacou que possui, desde 2023, uma comissão específica para prevenção e enfrentamento de assédio moral e sexual no ambiente institucional.



















