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Empresária de MT é condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro

De acordo com o processo, Schmoeler foi filmada invadindo o STF e o Congresso Nacional, enquanto dizia que “o Brasil não é dos petralhas” e que estava ajudando a “invadir os Três Poderes”
FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a empresária Jorgeleia Schmoeler, de Juara (654 km de Cuiabá), a 14 anos de prisão em regime inicial fechado por envolvimento nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A decisão da Primeira Turma foi tomada em sessão virtual realizada entre 13 e 24 de junho e transitou em julgado em agosto.

De acordo com o processo, Schmoeler foi filmada invadindo o STF e o Congresso Nacional, enquanto dizia que “o Brasil não é dos petralhas” e que estava ajudando a “invadir os Três Poderes”.

Ela foi considerada culpada pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. As penas somam 12 anos e 6 meses de reclusão e 1 ano e 6 meses de detenção, além de 100 dias-multa. A empresária também foi condenada, de forma solidária com outros réus, ao pagamento de R\$ 30 milhões por danos morais coletivos, valor destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

Schmoeler chegou a ser presa preventivamente em abril de 2023, mas ganhou liberdade provisória três meses depois. Com a condenação, deverá cumprir a pena de forma imediata.

Outros mato-grossenses também foram punidos pelo STF pelos atos antidemocráticos. Anilton da Silva Santos, de Nova Nazaré, confessou ter integrado o acampamento em frente ao Quartel-General do Exército e foi condenado a dois anos e cinco meses de prisão. Já Reginaldo Silveira, de Cuiabá, recebeu a mesma pena em regime semiaberto por associação criminosa e incitação à animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais.

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