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Vice-presidente do TJ diz que afastamento de desembargadores é muito triste, mas prega cautela

Dois magistrados foram afastados pelo CNJ no início de agosto, acusados de venda de sentença
Foto: Esportes & Notícias

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A vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Erotides Kneip, declarou que todo o imbróglio que o Poder Judiciário mato-grossense está passando com o afastamento de dois desembargadores é muito triste para a Instituição.

Em agosto, os desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho foram afastados por uma decisão do CNJ pela suspeita de venda de sentenças.

Erotides, em conversa com o Esportes & Notícias, nesta terça-feira (10), pregou cautela ao comentar sobre o caso, mas frisou que assim como os demais desembargadores aguarda a decisão final.

“Para nós é realmente uma situação muito triste, né? Mas as ações estão sendo julgadas. Nós como magistrados sabemos que só podemos opinar numa situação como essa após o trânsito em julgado da decisão. Então, a nossa posição é de expectativa para que haja uma decisão final”, declarou.

Questionada sobre o momento que o Judiciário Nacional vive, com escândalos tanto em Mato Grosso, mas também em outros estados, Erotides foi enfática ao dizer que os desembargadores não são imunes de atos não republicanos e que cada um deverá responder conforme suas ações.

“Nós magistrados estamos preparados para isso. Quando nós nos dispusemos a servir a Justiça, nós sabemos que podemos sofrer sim ações decorrente de nossas posições, das decisões que tomamos”, pontuou a desembargadora.

Indagada por supostas decisões embasadas em lados políticos, levando em consideração as críticas que, principalmente ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) são alvos, Kneip negou veementemente qualquer ato neste sentido.

“Não. Os magistrados se movem essencialmente pela lei, pelo conhecimento da lei e nós juramos cumprir a constituição. Para nós, a nossa orientação, o nosso norte é a constituição”, disse.

O mandato de Maria Erotides como vice-presidente se encerra no final deste ano. Para o biênio 2025/2026. O desembargador José Zuquim Nogueira foi eleito presidente. A desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho foi eleita vice-presidente e o desembargador José Luiz Leite Lindote foi eleito corregedor-geral da Justiça.

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