O senador Wellington Fagundes (PL-MT) defendeu a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e classificou a medida como uma necessidade humanitária diante das condições de saúde do ex-chefe do Executivo. Em entrevista, o parlamentar afirmou que, além da continuidade da medida, espera que Bolsonaro tenha restabelecidos direitos que, segundo ele, foram restringidos durante o cumprimento da decisão judicial.
Para o senador, a permanência de Bolsonaro em prisão domiciliar deve ser renovada em razão do quadro clínico do ex-presidente.
“É necessário, porque nós falamos de uma prisão humanitária. O presidente Bolsonaro não tem nada, até agora, que alguém possa apontar e acusá-lo de corrupção no governo. Então, dada toda a situação de saúde, não só ele tem que ter a prisão humanitária, mas nós queremos resgatar também o direito dele poder falar, poder exercer o papel de líder”, declarou.
Wellington também voltou a defender a participação de Bolsonaro no cenário político nacional, afirmando que o ex-presidente exerce papel de liderança e deveria ter liberdade para manter contato com dirigentes partidários e demais lideranças políticas.
“Eu sempre disse, eleições este ano sem a presença do presidente Bolsonaro não serão eleições democráticas. Acho que o presidente Bolsonaro é um líder político deste país, ele tem direito de falar com o filho, com o presidente do nosso partido, que é o maior partido do Brasil. Então, é inaceitável. Mesmo ele estando nesta condição, nós queremos evoluir para que ele possa ter liberdade, inclusive, de poder falar com todas as lideranças deste país”, afirmou.
O Supremo Tribunal Federal (STF), irá avaliar a possibilidade de prorrogação da prisão domiciliar do ex-presidente, medida que, na avaliação do senador, deve considerar tanto o estado de saúde de Bolsonaro quanto, segundo ele, a preservação de seus direitos políticos e de comunicação.

















