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Wilson concorda com mudança em regimento para proibir que líder do governo presida comissões

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) se mostrou favorável ao projeto que pretende mudar o regimento interno da Assembleia Legislativa para que líderes do Executivo não possam ser, ao mesmo tempo, presidentes de comissões permanentes. A matéria, cuja intenção é que haja maior independência, seria votada na quarta-feira (7/12), só que o deputado Dilmar Dal’Bosco (União) pediu vista.

“Concordo [com a mudança no regimento]. É natural. Todo mês você precisa se atualizar. Estamos trazendo o regimento interno da Câmara dos Deputados para cá, fazendo adequações. Isso acontece. É uma cobrança particularmente minha para que isto aconteça e eu ajudei a elaborar esta questão. Todos devem participar, é regimental”, destacou Wilson Santos.

Wilson ainda esclareceu que a decisão de entregar seu cargo de vice-líder do governo na ALMT não tem nada a ver com o projeto, já que ele se aplicaria apenas ao líder.

Por enquanto, quem se posicionou contra a mudança foi o deputado Dilmar Dal’Bosco, que é líder do governo de Mauro Mendes (União) e presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), uma das mais importantes do legislativo.

“Acho engraçado que é só Mato Grosso. Mato Grosso quer inovar em tudo. Não sei quem vai ser o líder, é o governo que escolhe. Tenho compromisso até 31 de janeiro, depois depende do governador Mauro. Só acho estranho esse tipo de atitude para mudar o regimento, de última hora, final de ano, para o futuro. Mesma coisa de dar um tiro no pé”, afirmou.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Eduardo Botelho (União), defendeu o projeto. “Isso já existe em outras Assembleias e Congresso. Quem é líder do governo tem que ser líder do governo, não pode ser líder e presidente de comissão. Fica como presidente, sendo que ele já está defendendo o governo. Essa é uma mudança que eu defendo e acredito que passa”.

Outros deputados já defenderam a mudança, a exemplo de Dr. João (MDB). Ele afirmou ter ficado ‘muito claro’, durante a permanência de Dilmar como líder e como presidente da CCJR, o conflito de interesses. “Era muito claro isso aí. Ele como representante do governo vai defender o lado do governo. E muitas vezes você tem que ter independência. Eu acho que é isso que nós estamos procurando, mais democracia e mais independência da Casa Legislativa”.

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