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Vídeo divulgado pela defesa de PM morto acusa policial civil de execução em conveniência

O material sustenta a tese de que Thiago teria sido executado por um investigador da Polícia Civil após uma discussão no local

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A defesa da família do policial militar Thiago de Souza Ruiz divulgou um vídeo com imagens de câmeras de segurança e narração detalhando a dinâmica da ocorrência que terminou com a morte do servidor, registrada em abril de 2023, em uma conveniência. O material sustenta a tese de que Thiago teria sido executado por um investigador da Polícia Civil após uma discussão no local.

Segundo a gravação divulgada pelo advogado Rodrigo Pouso, Thiago estava na conveniência acompanhado de outras pessoas quando o policial civil acusado chegou ao estabelecimento ao lado de um amigo, também policial. Conforme a narração apresentada pela defesa, testemunhas teriam informado ao acusado que Thiago era policial militar.

Ainda de acordo com o vídeo, Thiago teria mostrado o distintivo da Polícia Militar e levantado a camisa para exibir uma cicatriz de um curso operacional, momento em que sua arma apareceu na cintura.

A defesa afirma que o investigador tomou a arma de Thiago sem se identificar oficialmente e sem realizar procedimento padrão de abordagem. A narrativa sustenta que, acreditando estar sendo desarmado por um desconhecido, o policial militar reagiu para recuperar a arma.

As imagens mostram os dois homens entrando em luta corporal e caindo no chão. Conforme a defesa, um terceiro homem retirou a arma da disputa durante a confusão. Na sequência, o investigador teria sacado a própria arma e efetuado disparos à queima-roupa.

Segundo o material divulgado, Thiago tentou fugir após ser atingido, mas continuou sendo alvejado pelas costas enquanto corria para fora da conveniência. A defesa afirma que mais de 10 disparos foram efetuados.

O vídeo também destaca que o acusado apareceria cambaleando após os tiros, apontando suposto estado de embriaguez no momento da ocorrência.

A defesa sustenta que o caso configura homicídio qualificado e pede justiça pela morte do policial militar.

O investigador de Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves será submetido a uma nova sessão do Tribunal do Júri nesta terça-feira (12). Ele é acusado de matar Thiago de Souza Ruiz durante a ocorrência registrada em abril de 2023.

O julgamento chegou a ser iniciado em dezembro do ano passado, porém foi suspenso após um desentendimento entre a juíza responsável pelo caso e os advogados de defesa. Com a decisão judicial, o processo precisou ser reiniciado integralmente, incluindo a dissolução do Conselho de Sentença no dia 16 daquele mês.

O caso segue sendo acompanhado pela Justiça e pelas defesas das partes envolvidas. Veja vídeo:

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