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Secretário diz que governo pode fechar estrada de Chapada se ICMBio e Ibama não liberarem obras

Segundo o secretário, o projeto de contenção e engenharia enviado pelo Estado ainda está sob análise dos órgãos ambientais federais, sem retorno oficial até o momento

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O secretário de Infraestrutura de Mato Grosso, Marcelo de Oliveira, conhecido como Marcelo Padeiro, afirmou nesta sexta-feira (18) que o governo estadual poderá fechar o trecho da rodovia MT-251, conhecido como Portão do Inferno, caso não haja resposta dos órgãos federais ICMBio e Ibama sobre a liberação do projeto de intervenção na região.

“O que eu quero dizer é o seguinte: em momento nenhum o governo vai prevaricar. Se precisar fechar, fecha!”, afirmou o secretário.

A estrada liga Cuiabá à cidade turística de Chapada dos Guimarães e é um dos principais acessos ao Parque Nacional de mesmo nome. O local é conhecido pelo cenário natural exuberante, mas também por apresentar graves riscos geológicos, especialmente em períodos chuvosos. Técnicos apontam a necessidade de intervenções estruturais urgentes para evitar novos deslizamentos de terra.

Segundo o secretário, o projeto de contenção e engenharia enviado pelo Estado ainda está sob análise dos órgãos ambientais federais, sem retorno oficial até o momento. Ele alerta que a segurança da população pode obrigar o fechamento preventivo da via.

“A rodovia está andando, a parede dinâmica que nós colocamos está funcionando. Então se não liberarem, vamos continuar com problema na chuva. Vai ter que fazer o pare e siga, parar o trânsito quando a chuva for mais de 20 milímetros para não ter problema nenhum. O ideal é segurar as vidas”, justificou.

Retaludamento

Durante a coletiva, Padeiro também rechaçou críticas à obra de retaludamento que foi iniciada no local, mas precisou ser interrompida após a constatação de que o método não seria suficiente para garantir a segurança da encosta.

Alguns políticos alegaram que o governo estadual teria “jogado dinheiro fora” com a obra.

“Eu acho que as pessoas precisam ter mais um pouco de noção e bom senso. Gastar dinheiro à toa e jogar dinheiro fora é na corrupção. Em Mato Grosso tem muita gente que não pode falar em jogar dinheiro fora e falar em corrupção”, disparou.

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