O presidente do Podemos em Mato Grosso, deputado estadual Max Russi, afirmou que o partido mantém tendência de apoiar a chapa à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), mas não descarta diálogo com o grupo do senador Wellington Fagundes (PL). A declaração foi dada em meio às articulações para formação das alianças majoritárias no Estado.
Wellington é considerado padrinho político de Max, que já foi filiado ao PL durante os dois mandatos como prefeito de Jaciara. O município é administrado atualmente pela esposa do deputado, a prefeita Andreia Wagner (Podemos).
Max relembrou a parceria com o senador e afirmou que está disposto a conversar com o presidente estadual do PL, Ananias Filho.
“Já fiz política com o Wellington. Quando fui prefeito do município de Jaciara, eu era do PL, mesmo partido do senador Wellington, fui prefeito por dois mandatos pelo PL. A gente fez política junto, não tem reclamação nenhuma com relação aos compromissos, acordos”, afirmou ao Resumo do Dia.
Nos bastidores, Wellington chegou a ventilar uma possível dobradinha com Max no posto de vice. O senador também procurou Andreia Wagner para compor o projeto, mas a prefeita declinou e não se desincompatibilizou do cargo no Executivo.
Na época, Wellington avaliou que uma eventual entrada de Max na disputa poderia provocar uma reconfiguração no tabuleiro político. O deputado, porém, não tratou publicamente da possibilidade de ocupar a vice e falou apenas em eventual diálogo para composição partidária.
“Se o PL, através do Ananias, procurar o Podemos, nós estaremos abertos ao diálogo, à conversa, à discussão. Não temos veto nenhum, muito pelo contrário. Ele tem simpatia, agora, como eu falei, não é o deputado Max que vai definir esse apoio”, declarou.
















