O Republicanos colocou na mesa uma condição para apoiar uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026: o fortalecimento dos palanques da legenda em ao menos quatro estados considerados estratégicos, Minas Gerais, Espírito Santo, Acre e Mato Grosso.
Segundo informação divulgada pela coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, as negociações vêm sendo conduzidas nos bastidores pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que buscará a reeleição no próximo ano.
Em Mato Grosso, a exigência passa diretamente pela disputa ao Governo do Estado. O Republicanos quer que o PL abra mão da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes e passe a apoiar a tentativa de reeleição do governador Otaviano Pivetta.
O cenário, porém, é considerado um dos mais complexos da negociação nacional. Mato Grosso é o único dos quatro estados citados onde tanto Republicanos quanto PL possuem pré-candidatos competitivos ao Palácio Paiaguás, o que exigiria que uma das legendas abrisse mão da cabeça de chapa.
Apesar disso, integrantes do PL já demonstraram proximidade com o projeto de Pivetta. Nesta semana, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), declarou publicamente que apoiará a permanência do atual governador no cargo.
Nos demais estados incluídos na negociação, o impasse é menor. Em Minas Gerais, o Republicanos trabalha para consolidar o apoio à candidatura do senador Cleitinho, enquanto parte do PL avalia acompanhar o projeto de reeleição do vice-governador Matheus Simões (PSD).
Já no Espírito Santo e no Acre, o PL não possui pré-candidatos ao governo estadual. Com isso, o Republicanos busca apenas garantir a presença dos bolsonaristas nos palanques do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, e do senador Alan Rick, respectivamente.
A tendência é que as definições avancem apenas nas semanas que antecedem as convenções partidárias, previstas para o início de agosto. Até lá, as articulações devem continuar tanto em Brasília quanto nos estados, onde as alianças regionais podem influenciar diretamente a formação do palanque presidencial da direita em 2026.

















