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“Que se dane a OAB”, diz juíza durante conflito com advogados em júri no Fórum

A OAB-MT confirmou a realização de uma mobilização nesta terça-feira (16), a partir das 8h, no Fórum da capital

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Uma sessão do Tribunal do Júri foi interrompida nesta segunda-feira (15) após um impasse envolvendo a magistrada responsável pelos trabalhos e a defesa do réu, em meio a questionamentos sobre o respeito às prerrogativas da advocacia. A situação ocorreu durante o julgamento do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz, em abril de 2023, em uma conveniência de posto de combustível na região da Praça 8 de Abril.

Segundo a defesa, conduzida pelo advogado Cláudio Dalledone Junior, o conflito teve início no momento em que um delegado de polícia prestava depoimento. De acordo com o defensor, houve restrições ao direito de questionamento da banca, o que motivou o acionamento da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), que passou a acompanhar a sessão no plenário.

Ainda conforme o relato, após ser informada da presença da comissão, a juíza que presidia o Júri, Mônica Catarina Perri Siqueira, teria adotado postura considerada inadequada pelos advogados, com manifestações que, na avaliação da defesa, atingiram a instituição e as garantias profissionais da advocacia, provocando reação imediata dos presentes.

A defesa afirma que, na sequência, a magistrada determinou a saída dos representantes da OAB do plenário. Os advogados se opuseram à ordem, alegando ilegalidade e possível abuso de autoridade. Conforme Dalledone, o Ministério Público teria concordado com a retirada e solicitado apoio policial para o cumprimento da decisão.

O clima de tensão, segundo a defesa, só não resultou em uma situação mais grave devido à intervenção de um tenente-coronel da Polícia Militar, que atuou como mediador e evitou a retirada forçada dos profissionais. Diante do impasse, a sessão acabou suspensa e remarcada para esta terça-feira (16).

O advogado informou ainda que pediu a reconsideração da decisão, sem êxito, e que as manifestações consideradas ofensivas teriam sido repetidas. Dalledone afirmou que levará o episódio ao presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, para adoção de providências institucionais.

Por meio de nota, a OAB-MT confirmou a realização de uma mobilização nesta terça-feira (16), a partir das 8h, no Fórum da capital. A entidade informou que a OAB Nacional já foi comunicada e que o ato tem como objetivo defender as prerrogativas da advocacia após o ocorrido durante o julgamento.

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