O ex-presidente da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira Júnior, e outras cinco pessoas passaram à condição de réus em ação penal que apura crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. O grupo foi alvo da Operação Bilanz, conduzida pela Polícia Federal em 2024, que investiga um prejuízo estimado em R$ 400 milhões na cooperativa de saúde. A decisão é do juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal em Mato Grosso.
Além de Rubens, também respondem ao processo ex-integrantes da diretoria e do corpo administrativo da entidade, incluindo nomes ligados às áreas executiva, financeira, jurídica e de monitoramento. Uma das acusadas não foi denunciada por lavagem de dinheiro, mas permanece no processo por outros crimes.
Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal reúne elementos suficientes para dar andamento à ação penal, apontando a existência de indícios, legitimidade das partes e interesse processual. Com isso, foi determinada a citação dos acusados para apresentação de defesa.
Segundo o MPF, os investigados teriam manipulado dados contábeis e financeiros da cooperativa em diversas ocasiões, com o objetivo de ocultar o rombo milionário. As irregularidades envolveriam omissão de passivos, inserção indevida de ativos e descumprimento de normas contábeis, com informações encaminhadas à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) entre 2022 e 2023.
O déficit veio à tona após auditoria realizada pela nova gestão da Unimed Cuiabá, que assumiu em 2023. Posteriormente, a cooperativa firmou acordo de leniência com o Ministério Público, colaborando com as investigações e fornecendo documentos que ajudaram a embasar a ação contra os ex-dirigentes.





















