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Pivetta nega envio proposital de “jabutis” e pede desculpas a Max por impasse na ALMT

Governador afirma que eventual inclusão de dispositivos estranhos em projeto da Ager pode ter sido um equívoco e reforça boa relação com o presidente da Assembleia
Governador Otaviano Pivetta idealizou a nova Tabela SUS Mato Grosso Crédito - Secom-MT

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) negou que o Governo de Mato Grosso tenha encaminhado, de forma intencional, projetos de lei com os chamados “jabutis”, dispositivos sem relação direta com o tema principal da proposta, e pediu desculpas ao presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (Podemos), caso tenha ocorrido algum erro na elaboração dos textos enviados ao Parlamento.

A manifestação ocorreu após Russi criticar publicamente a prática durante a tramitação do Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 21/2026, que promove alterações na estrutura da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager). O presidente da Assembleia afirmou que o texto continha mudanças que reduziriam prerrogativas do Legislativo, entre elas a retirada da competência dos deputados para sabatinar diretores da agência.

Ao comentar o episódio, Pivetta afirmou que não tinha conhecimento da inclusão dos dispositivos questionados e garantiu que não há qualquer intenção do Executivo de desrespeitar o processo legislativo.

“Não é do meu conhecimento que tenha ido jabuti. Eu gosto de ter transparência. Pode ter acontecido algum equívoco. Se foi, quero pedir desculpas, mas não é intencional da nossa parte não”, declarou.

O governador também buscou minimizar o desgaste entre os Poderes e afirmou que mantém uma relação de diálogo com o comando da Assembleia Legislativa.

“Eu tenho um bom relacionamento com o presidente da Assembleia, bom relacionamento pessoal e institucional também. Essas coisas pequenas do dia a dia a gente vai passando por cima, o que importa são os resultados”, disse.

A controvérsia foi solucionada após a Assembleia elaborar um substitutivo integral ao projeto, preservando as atribuições do Legislativo. Durante a discussão da matéria, Max Russi chegou a classificar a inclusão dos dispositivos como uma “sacanagem” e advertiu que, caso situações semelhantes voltem a ocorrer, a Assembleia poderá dificultar a tramitação de propostas encaminhadas pelo Executivo.

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