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Pivetta destaca recuperação fiscal de MT e ironiza falta de aplausos de Pedro Taques

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A inauguração do Terminal da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, em Dom Aquino, neste sábado (20), também foi marcada por uma alfinetada política do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao ex-governador Pedro Taques (PSB).

Durante entrevista após a solenidade, Pivetta comentou o fato de Taques não ter aplaudido um trecho do discurso em que foi destacada a recuperação fiscal de Mato Grosso, considerada pelo governo como um dos fatores que permitiram a realização de grandes investimentos em infraestrutura no Estado.

“É que não foi no tempo dele, né? Foi no nosso”, afirmou Pivetta ao ser questionado sobre a reação do ex-governador.

Na sequência, o vice-governador reforçou que o equilíbrio das contas públicas alcançado a partir de 2019 foi determinante para que Mato Grosso retomasse a capacidade de investir. Segundo ele, o Estado promoveu um saneamento fiscal que garantiu segurança financeira e controle do endividamento.

Pivetta classificou a ferrovia como um marco histórico para Mato Grosso e destacou os impactos econômicos e logísticos da obra. Conforme explicou, cada composição ferroviária tem capacidade para substituir cerca de 300 bitrens nas rodovias, reduzindo acidentes, preservando a malha viária, diminuindo custos de transporte e reduzindo a emissão de poluentes.

“O Mato Grosso demonstrou, através deste projeto, que é possível ser protagonista do próprio desenvolvimento”, afirmou.

O governador também aproveitou para criticar a burocracia federal, especialmente na área de licenciamento ambiental. Segundo ele, o projeto da ferrovia só avançou porque foi licenciado pelo Estado. Como exemplo, citou a demora na liberação de obras na região de Chapada dos Guimarães.

“Se dependesse do Ibama, o cenário seria outro. Estamos aguardando há três anos uma licença para a estrada de Chapada”, declarou.

Sobre a expansão da malha ferroviária até Cuiabá, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, Pivetta afirmou que o governo mantém a cobrança para que a concessionária Rumo cumpra os compromissos assumidos em contrato. Ele atribuiu a desaceleração dos investimentos ao atual cenário econômico nacional, marcado por juros elevados.

Mesmo assim, demonstrou confiança na continuidade dos projetos e destacou o crescimento da produção agrícola mato-grossense nos últimos anos. “O mercado é extremamente promissor e Mato Grosso continua crescendo em ritmo acelerado”, concluiu.

 

 

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