A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (12), a Operação Resvelar para cumprir mandados de busca e apreensão em Cuiabá e no município de Morrinhos, em Goiás. A ação investiga suspeitas de fraudes na gestão de um plano de saúde entre os anos de 2019 e 2023.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes encontraram um laboratório clandestino instalado na residência de um dos investigados. No local, havia materiais biológicos armazenados para realização de exames em condições consideradas precárias de higiene, próximos a lixo e fezes de ratos, o que levantou alerta para risco sanitário.
A Vigilância Sanitária foi acionada para adotar as medidas cabíveis e avaliar a extensão das atividades realizadas no imóvel, além dos possíveis impactos à saúde pública.
Segundo a Polícia Federal, os investigados são suspeitos de integrar um grupo criminoso que teria atuado para fraudar a administração financeira de um plano de saúde. As apurações também apontam tentativa de embaraçar investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF), por meio da divulgação de informações falsas envolvendo procuradores da República e familiares.
Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara Federal Criminal de Mato Grosso. Os envolvidos poderão responder por crimes como embaraço à investigação, denunciação caluniosa, associação criminosa e infrações sanitárias, além de outros delitos que ainda possam ser identificados ao longo das investigações.
As investigações têm ligação com a Operação Bilanz, que apura um rombo estimado em cerca de R$ 400 milhões na Unimed Cuiabá, envolvendo supostas fraudes contábeis durante a gestão entre 2019 e 2023.
No âmbito desse procedimento, o juiz federal Jeferson Schneider homologou, em março deste ano, um acordo de colaboração premiada firmado entre o MPF e a médica Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma, ex-diretora financeira da cooperativa.
De acordo com a perícia contábil da Polícia Federal, o balanço financeiro de 2022 teria apresentado distorções que transformaram um prejuízo superior a R$ 400 milhões em um suposto superávit de R$ 371,8 mil.
Além da ex-diretora financeira e do ex-presidente Rubens de Oliveira Junior, outras pessoas ligadas à antiga gestão também são investigadas por possíveis irregularidades financeiras e contábeis.


















